Os Mentores Construindo Nosso Futuro - Transformando Vidas no Haiti e em Honduras

Em comunidades com poucas oportunidades, mentores dedicados estão ajudando os alunos não apenas a construir robôs, mas a remodelar seus futuros.

O poder de uma oportunidade

No coração do FIRST Global são mentores - heróis silenciosos que orientam, inspiram e se sacrificam para ajudar os jovens a realizar todo o seu potencial. Para Ana Maria, a mentora por trás da Equipe Honduras, sua missão é clara: criar oportunidades onde muitas vezes não há nenhuma.

"Essas crianças são incríveis. Elas só precisam de oportunidades em que possam se tornar a melhor versão de si mesmas."

Em Honduras, onde quase 70% das pessoas vivem abaixo da linha da pobreza, o acesso à educação STEM é limitado. Este ano, a Ana Maria fez uma parceria com a El Hogar, uma organização sem fins lucrativos que atende jovens em situação de vulnerabilidade, para expandir o FIRST Alcance global. Para esses alunos, a prática da robótica se tornou mais do que apenas uma atividade depois da escola. Tornou-se um refúgio - e um ponto de virada.

"O FIRST A plataforma global lançou uma luz diferente sobre a robótica", compartilhou Ana Maria. "Não se trata apenas do robô. Trata-se de preparar as crianças para carreiras e oportunidades que ainda não existem. Estamos ensinando-as a encontrar soluções, a trabalhar em conjunto e a acreditar que sempre há outro plano. E agora vejo mais escolas querendo fazer isso com seus filhos."

Do outro lado do Caribe, há outro mentor que entende isso em primeira mão. Jameson, o líder da Equipe Haiti, tinha apenas 17 anos quando o devastador terremoto de 2010 alterou o curso de sua vida. O terremoto havia dizimado a infraestrutura essencial - incluindo escolas, hospitais e casas - e deslocado mais de um milhão de pessoas, deixando quase 60% dos haitianos vivendo abaixo da linha da pobreza.

"Isso não destruiu apenas o país, mas também todos os meus sonhos", disse ele. "Eu poderia ter simplesmente desistido, mas vi uma oportunidade de ajudar outras pessoas."

Ele começou a traduzir para os médicos que chegavam para apoiar os esforços de recuperação e, mais tarde, ajudou nos procedimentos. Logo ele recebeu uma oportunidade de estudar no exterior.

"Quando [as pessoas] falam sobre o Haiti, falam sobre a pobreza, falam sobre a insegurança. Mas para nós, o Haiti não é pobre. Só nos faltam recursos."

Ele voltou ao Haiti logo após se formar para ajudar a cultivar esses recursos e oportunidades para seu povo.

Um espaço para crescer: Alunos encontrando força e propósito

Alunos como Henry, da Equipe Honduras, e Marly, da Equipe Haiti, viram seus caminhos mudarem por meio da influência de seus mentores e das oportunidades oferecidas pelo FIRST Desafio global.

Henry é um dos alunos que se juntou à Equipe Honduras por meio de El Hogar. "Quando ele chegou, apenas deitava a cabeça e não participava", lembrou Ana Maria.

A infância de Henry foi marcada por perdas: seu pai faleceu quando ele tinha sete anos e, três anos depois, seu avô - que havia assumido a responsabilidade de criá-lo - também faleceu. Como muitos em sua comunidade, Henry começou a trabalhar ainda jovem para ajudar a sustentar sua família. A universidade nunca fez parte dos planos do senhor.

Mas no laboratório, construindo e solucionando problemas com os colegas de equipe, algo mudou. A aptidão natural de Henry para a robótica veio à tona rapidamente.

"Ele foi uma das primeiras crianças a entender as novas lições quando elas foram dadas", disse Ana Maria.

Aos poucos, com incentivo, a atitude de Henry mudou e sua liderança floresceu.

"FIRST A Global ajudou a mudar meu ponto de vista, fazendo-me perceber que seria melhor me formar em mecânica de automóveis", disse ele. "Isso nos ajuda, como jovens, a perceber que se não mudarmos a nós mesmos, nada mudará. Precisamos mudar a nós mesmos primeiro para começar a melhorar nosso país pouco a pouco."

Para Marly, a jornada para representar o Haiti na FIRST O Global Challenge exigiu mais do que apenas habilidade técnica. Exigiu coragem. Eles enfrentaram desafios logísticos ao viajar para se encontrarem uns com os outros, enfrentando tempo limitado para concluir seu robô e até mesmo obstáculos para obter vistos, mas a equipe continuou a perseverar.

"Os haitianos são pessoas que não desistem facilmente. A cada obstáculo, os mentores se apresentavam, assegurando-nos de que os desafios são apenas temporários. Continuamos confiantes porque sabíamos que os sacrifícios valiam a pena, porque meu futuro e o futuro do meu país dependem deles."

Um legado em construção

Com a orientação de seus mentores, os alunos da Equipe Honduras e da Equipe Haiti aprenderam a enfrentar os desafios da vida de frente, mostrando ao mundo - e a eles mesmos - o que são realmente capazes de alcançar.

"FIRST Na verdade, a Global está dando a eles a oportunidade de mostrar o que podem fazer", disse Jameson. "Eu lhes pergunto: 'Ok, esse é o problema. Então, agora me diga qual é a solução'. Eles aprendem o que significa falhar e tentar novamente; resolver problemas e não esperar que outra pessoa o faça. Trouxemos os recursos para eles, e vejam como eles estão prosperando."

"Um mentor está lá para fazer com que a criança acredite em si mesma", acrescentou Ana Maria. "Para apoiá-la, motivá-la e fazê-la perceber como seu potencial é maravilhoso. Isso lhes dá esperança e mostra a eles que outras oportunidades podem ser buscadas, independentemente de seu histórico, independentemente de sua realidade."

Tanto para os mentores quanto para os alunos, a transformação é inegável. FIRST O Global não só muda a mentalidade, mas também semeia uma futura geração de solucionadores de problemas, construtores e líderes.

"Nem em um milhão de anos eu imaginei que seria mentora de uma equipe de robótica", disse Ana Maria com um sorriso. "Agora, ser mentora é meu combustível emocional. É isso que me mantém motivada e me dá esperança para o futuro do meu país. Sei que não estou levando de volta as mesmas crianças que trouxe. Eles estão muito inspirados para continuar com esse legado."

"Para nós, isso significa o mundo", disse Jameson. "Este é o nosso lar. Vamos construí-la juntos."

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